Taremi: Produzindo Memória

3 semanas ago
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Desde o início do século XXI que os adeptos portistas estão habituados a ter um “matador” nato no onze inicial azul e branco. Nomes como Lisandro López, Radamel Falcao e Jackson Martinez são alguns dos que saltam à vista sem necessitar de grande esforço de recordação. Jogadores com um instinto goleador invulgar e uma perspicácia posicional, que deliciou os mais atentos. Contudo, hoje em dia, o palco do dragão assiste a um avançado iraniano com características bastante diferentes do habitual. Estilo definidor, do que se pensa ser, um “avançado contemporâneo”.

Mehdi Taremi, número 9 dos dragões, finalizou 2021 com um golo no clássico, destacando-o como o melhor marcador do campeonato português no ano civil (24 golos), segundo dados da playmaker. Porém, não fica por aqui. Também arrecadou o estatuto de jogador mais influente no mesmo espaço temporal graças às 16 assistências realizadas para golo, como demonstra a playmaker.

A sua preponderância no ataque portista é evidente e incontestável no panorama de 2021 da liga nacional. 41,3% dos golos portistas nesta competição no ano que passou têm participação direta ou indireta do iraniano. A visão de jogo para assistir os colegas e a sua natural apetência no posicionamento privilegiado em situações de golo iminente, são explicações inequívocas para estes números apresentados.

Ao nível internacional, estes dados ainda sobressaem mais. O ponta de lança azul e branco posiciona-se no 5º lugar do ranking da transfermarkt de mais participações para golo em 2021 das 10 principais ligas e suas respetivas competições nacionais, adicionando ainda, as principais competições internacionais. 48 participações registadas para o iraniano (empatado com nomes de “peso” como Mohamed Salah, Lionel Messi, Dusan Tadic e Sébastian Haller).

Contudo, o patamar de Mehdi Taremi na definição certeira do último terço ainda nao está ao alcance dos avançados de referência do FC Porto. As suas lacunas na definição de lances que “cheiram a golo” e o número excessivo de ações mal decididas no último terço, colocam reticências nas ferramentas do avançado. Todavia, é impossivel não realçar o nível estupendo que possui nas suas ações sem bola e no seu trabalho coletivo requintado mais longe da baliza adversária.

No entanto, como é usual dizer, “contra factos nao há argumentos”. Se as competências do iraniano foram capazes de produzir o que 2021 conseguiu observar, 2022 pode reservar melhorias?

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